sexta-feira, agosto 31, 2012

Era um homem simples

Procurava sempre o riso fácil, a jogada óbvia e o golo. O golo. Mas qual é o teu objectivo?, perguntavam-lhe. Sentir a bola a rodar. Sentir? Isso não se sente. Mentira. Garanto-vos que se sente. É fechar os olhos e ouvir. Com atenção. Desligar de tudo. Como o pai que ouve o filho do outro lado da casa. A bola é a tua criança? Talvez. Talvez um pouco. Talvez seja tudo uma criação nossa. Talvez por isso haja semanas tão duras. Talvez., concordaram.

quinta-feira, agosto 30, 2012

La utopía es posible!

Tal como será possível ver esta exposição ao vivo (link). Tal como será possivel ver o Benfica em Camp Nou (link). Tal como será possivel... ganhar?

quarta-feira, agosto 29, 2012

Jaime Rebelo

Setúbal 2012

Romance do Homem da Boca Fechada

—Quem é esse homem sombrio
Duro rosto, claro olhar,
Que cerra os dentes e a boca
Como quem não quer falar?
— Esse é o Jaime Rebelo,
Pescador, homem do mar,
Se quisesse abrir a boca,
Tinha muito que contar.

Ora ouvireis, camaradas,
Uma história de pasmar.

Passava já de ano e dia
E outro vinha de passar,
E o Rebelo não cansava
De dar guerra ao Salazar.
De dia tinha o mar alto,
De noite, luta bravia,
Pois só ama a Liberdade,
Quem dá guerra à tirania.
Passava já de ano e dia...
Mas um dia, por traição,
Caiu nas mãos dos esbirros
E foi levado à prisão.

Algemas de aço nos pulsos,
Vá de insultos ao entrar,
Palavra puxa palavra,
Começaram de falar
—Quanto sabes, seja a bem,
Seja a mal, hás de contá-lo,
— Não sou traidor, nem perjuro;
Sou homem de fé: não falo!
— Fala: ou terás o degredo,
Ou morte a fio de espada.
— Mais vale morrer com honra,
Do que vida deshonrada!

—A ver se falas ou não,
Quando posto na tortura.
—Que importam duros tormentos,
Quando a vontade é mais dura?!

Geme o peso atado ao potro
Já tinha o corpo a sangrar,
Já tinha os membros torcidos
E os tormentos a apertar,
Então o Jaime Rebelo,
Louco de dor, a arquejar,
Juntou as últimas forças
Para não ter que falar.
— Antes que fale emudeça! -
Pôs-se a gritar com voz rouca,
E, cerce, duma dentada,
Cortou a língua na boca.

A turba vil dos esbirros
Ficou na frente, assombrada,
Já da boca não saia
Mais que espuma ensanguentada!

Salazar, cuidas que o Povo
Te suporta, quando cala?
Ninguém te condena mais
Que aquela boca sem fala!

Fantasma da sua dor,
Ainda hoje custa a vê-lo;
A angústia daquelas horas
Não deixa o Jaime Rebelo.
Pescador que se fez homem
Ao vento livre do Mar,
Traz sempre aquela visão
Na sombra dura do olhar,
Sempre de boca apertada,
Como quem não quer falar.

Jaime Cortesão

Perto do fim


Thiago Pethit com Mallu Magalhães (2012)

perto do fim. já não sei se ainda sei o que vai na tua cabeça. perto do fim. já nem sei onde mora o teu sorriso, agora que fugiste de mim. perto do fim. já não encontro os recibos de hotel. perto do fim. já não procuro os mapas de cidades estrangeiras que visitámos quando éramos felizes. perto do fim. já não há mar para onde fugir. perto do fim. já não há já. perto do fim. relembro a triste história que se tornou num irremediável pretérito perfeito.

terça-feira, agosto 28, 2012

Editores e autores continuam amigos mas os negócios já são à parte

Autores e editores tiveram sempre relações próximas e, em alguns casos, tempestuosas. Cumplicidade, amizade ou uma certa cerimónia são fundamentais, mas o mercado está a mudar as relações.
 in Público

O mercado está a mudar estas relações ou serão os autores que estão diferentes e consequentemente altera-se a nossa percepção do meio editorial?  Ou será que os editores também já não são o que eram? Sinto que tudo muda... E, se calhar, a resposta derradeira está no facto da soma das partes ser sempre uma nova equação. Vivemos tempos de novas operações. De diferença. Uma diferença cada vez mais diferente.
Destaco algumas ideias importantes: «Rui Zink admite que "a amizade era importante no tempo em que um livro tinha importância. Agora, tal como no futebol, perdeu-se o amor à camisola. Ganhou-se talvez em "profissionalismo". Antigamente eram os autores que "traíam" os editores. Agora mudou.» Tudo muda. Mesmo.
Porque os tempos são outros e transformaram-nos apenas numa pequena peça da engrenagem editorial. Porque existe o marketing, a comunicação, os comercias, e outros interesses (obscuros ?) «Maria da Piedade Ferreira concorda: "Cada vez tende a ser mais [um assalariado]. Quando trabalhava na Quetzal, nós é que decidíamos o que queríamos publicar, não tínhamos de dar satisfações a ninguém, se não vendia o prejuízo era nosso. Agora, num grupo editorial, os condicionalismos são diferentes e a margem de manobra muito mais limitada."»
Amanhã será outro dia no mundo editorial. E tudo mudará um pouco mais. Again (assim mesmo em inglês, como se faz lá fora).





sexta-feira, agosto 24, 2012

o que ele vive

é um livro anacrónico do london. é uma espécie de incompreensão. é um género de revolta. é um tipo de angústia. é a incapacidade gritante que asfixia os sem voz. e ele prossegue assim, socorrendo-se de frases feitas na esperança de sentir a normalidade alheia. contudo, nada muda. nada mudará. só os dias ficarão mais pequenos, ou não cheirasse já às promoções de regresso às aulas da velha papelaria de bairro.

O cano de uma pistola pelo cu

Se percebemos bem - e não é fácil, porque somos um bocado tontos -, a economia financeira é a economia real do senhor feudal sobre o servo, do amo sobre o escravo, da metrópole sobre a colónia, do capitalista manchesteriano sobre o trabalhador explorado. A economia financeira é o inimigo da classe da economia real, com a qual brinca como um porco ocidental com corpo de criança num bordel asiático.
Esse porco filho da puta pode, por exemplo, fazer com que a tua produção de trigo se valorize ou desvalorize dois anos antes de sequer ser semeada. Na verdade, pode comprar-te, sem que tu saibas da operação, uma colheita inexistente e vendê-la a um terceiro, que a venderá a um quarto e este a um quinto, e pode conseguir, de acordo com os seus interesses, que durante esse processo delirante o preço desse trigo quimérico dispare ou se afunde sem que tu ganhes mais caso suba, apesar de te deixar na merda se descer.
Se o preço baixar demasiado, talvez não te compense semear, mas ficarás endividado sem ter o que comer ou beber para o resto da tua vida e podes até ser preso ou condenado à forca por isso, dependendo da região geográfica em que estejas - e não há nenhuma segura. É disso que trata a economia financeira.
Para exemplificar, estamos a falar da colheita de um indivíduo, mas o que o porco filho da puta compra geralmente é um país inteiro e ao preço da chuva, um país com todos os cidadãos dentro, digamos que com gente real que se levanta realmente às seis da manhã e se deita à meia-noite. Um país que, da perspetiva do terrorista financeiro, não é mais do que um jogo de tabuleiro no qual um conjunto de bonecos Playmobil andam de um lado para o outro como se movem os peões no Jogo da Glória.
A primeira operação do terrorista financeiro sobre a sua vítima é a do terrorista convencional: o tiro na nuca. Ou seja, retira-lhe todo o caráter de pessoa, coisifica-a. Uma vez convertida em coisa, pouco importa se tem filhos ou pais, se acordou com febre, se está a divorciar-se ou se não dormiu porque está a preparar-se para uma competição. Nada disso conta para a economia financeira ou para o terrorista económico que acaba de pôr o dedo sobre o mapa, sobre um país - este, por acaso -, e diz "compro" ou "vendo" com a impunidade com que se joga Monopólio e se compra ou vende propriedades imobiliárias a fingir.
Quando o terrorista financeiro compra ou vende, converte em irreal o trabalho genuíno dos milhares ou milhões de pessoas que antes de irem trabalhar deixaram na creche pública - onde estas ainda existem - os filhos, também eles produto de consumo desse exército de cabrões protegidos pelos governos de meio mundo mas sobreprotegidos, desde logo, por essa coisa a que chamamos Europa ou União Europeia ou, mais simplesmente, Alemanha, para cujos cofres estão a ser desviados neste preciso momento, enquanto lê estas linhas, milhares de milhões de euros que estavam nos nossos cofres.
E não são desviados num movimento racional, justo ou legítimo, são-no num movimento especulativo promovido por Merkel com a cumplicidade de todos os governos da chamada zona euro.

Tu e eu, com a nossa febre, os nossos filhos sem creche ou sem trabalho, o nosso pai doente e sem ajudas, com os nossos sofrimentos morais ou as nossas alegrias sentimentais, tu e eu já fomos coisificados por Draghi, por Lagarde, por Merkel, já não temos as qualidades humanas que nos tornam dignos da empatia dos nossos semelhantes. Somos simples mercadoria que pode ser expulsa do lar de idosos, do hospital, da escola pública, tornámo-nos algo desprezível, como esse pobre tipo a quem o terrorista, por antonomásia, está prestes a dar um tiro na nuca em nome de Deus ou da pátria.
A ti e a mim, estão a pôr nos carris do comboio uma bomba diária chamada prémio de risco, por exemplo, ou juros a sete anos, em nome da economia financeira. Avançamos com ruturas diárias, massacres diários, e há autores materiais desses atentados e responsáveis intelectuais dessas ações terroristas que passam impunes entre outras razões porque os terroristas vão a eleições e até ganham, e porque há atrás deles importantes grupos mediáticos que legitimam os movimentos especulativos de que somos vítimas.
A economia financeira, se começamos a perceber, significa que quem te comprou aquela colheita inexistente era um cabrão com os documentos certos. Terias tu liberdade para não vender? De forma alguma. Tê-la-ia comprado ao teu vizinho ou ao vizinho deste. A atividade principal da economia financeira consiste em alterar o preço das coisas, crime proibido quando acontece em pequena escala, mas encorajado pelas autoridades quando os valores são tamanhos que transbordam dos gráficos.
Aqui se modifica o preço das nossas vidas todos os dias sem que ninguém resolva o problema, ou mais, enviando as autoridades para cima de quem tenta fazê-lo. E, por Deus, as autoridades empenham-se a fundo para proteger esse filho da puta que te vendeu, recorrendo a um esquema legalmente permitido, um produto financeiro, ou seja, um objeto irreal no qual tu investiste, na melhor das hipóteses, toda a poupança real da tua vida. Vendeu fumaça, o grande porco, apoiado pelas leis do Estado que são as leis da economia financeira, já que estão ao seu serviço.
Na economia real, para que uma alface nasça, há que semeá-la e cuidar dela e dar-lhe o tempo necessário para se desenvolver. Depois, há que a colher, claro, e embalar e distribuir e faturar a 30, 60 ou 90 dias. Uma quantidade imensa de tempo e de energia para obter uns cêntimos que terás de dividir com o Estado, através dos impostos, para pagar os serviços comuns que agora nos são retirados porque a economia financeira tropeçou e há que tirá-la do buraco. A economia financeira não se contenta com a mais-valia do capitalismo clássico, precisa também do nosso sangue e está nele, por isso brinca com a nossa saúde pública e com a nossa educação e com a nossa justiça da mesma forma que um terrorista doentio, passo a redundância, brinca enfiando o cano da sua pistola no rabo do sequestrado.
Há já quatro anos que nos metem esse cano pelo rabo. E com a cumplicidade dos nossos.

Juan José Millás via Dinheiro Vivo

as próprias eleições são uma irresponsabilidade, não é?

O Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) considera que a convocação de manifestação enquanto decorre a campanha para as eleições gerais de 31 de Agosto é “uma irresponsabilidade política”. ler o resto no Público

Mais do que irresponsabilidade, avançar com estas eleições é desnecessário. Está tudo tão bem no reino de Angola enquanto existir dinheiro para comprar jornais, empresas e televisões noutros países.

terça-feira, agosto 21, 2012

São José



A Rua de São José foi durante muito tempo estrada de saída da capital, para lá das Portas de Santo Antão, e em direção à Estrada de Benfica. Com a construção do passeio público no século XIX, a Avenida da Liberdade veio dar uma nova dinâmica ao bairro popular. O bairro de São José tem dois dos elevadores de Lisboa. De um lado, o elevador do Lavra sobe para o Torel; do outro, o elevador da Glória leva as pessoas até ao Bairro Alto. Percorrendo as ruas sossegadas do bairro, custa acreditar que a agitação da Avenida da Liberdade está a poucos metros de distância.

A Conversa dos Outros, RTP, 2012

domingo, agosto 19, 2012

um empate com sabor a (outra) derrota

Empate a 2. Ou a mais? A memória não é curta e são demasiadas as falhas que se acumularam mas são ainda algumas as vantagens que encontramos na parceria Vieira & Jesus. E será que no fim dá mesmo empate?

A bola roda e parece que continuamos em 2010/11 ou 2011/12. Os erros repetem-se: faltam jogadores para certas posições (lateral esquerdo); não existem suplentes para outras (lateral direito e box to box); não há um modelo de jogo consolidado (4-1-3-2 ou 4-4-2 psicopata?); os testes de pré-época verdadeiramente não servem para nada (ver Carlos Martins e Enzo Perez); queimam-se talentos por manias do treinador (Melgarejo ou Urreta no passado); contratam-se por atacado (?) jogadores medianos por indicação técnica  (que seriam jogadores de topo no Felgueiras, Estrela da Amadora ou Belenenses); não há diálogo com os jogadores (ver caso Mora) nem com os críticos internos e externos, e o problema não é de português; há uma postura de arrogância que não se coaduna com a história do Benfica (risos na Alemanha e garantia que um jogador joga mesmo quando faz um mau jogo); nunca erra, só os jogadores é que falham; incapacidade para ler os adversários antes e durante os jogos (são demasiados casos). E vantagens de continuar o Jesus como treinador? Ocasionalmente, cria jogadores de top (Coentrão); conhece os meandros do futebol português; joga ao ataque. Isto chega?

Depois também temos de pesar as acções desta direcção. Confesso que aí me parece maior o equilibrio, porque em termos positivos temos: recuperação da marca Benfica, pagamento de algumas dívidas imediatas (Segurança Social e Fisco); construção de um novo estádio; criação do centro de estágios e de um plano para o futebol desde as escolinhas; recuperação do brilho de algumas modalidades amadoras ou semi-profissionais (Basquetebol, Atletismo); aposta no Futsal; linha de comunicação interna e externa (newsletter, site, Benfica TV, etc), apesar de neste caso podermos pôr em causa a isenção da mesma; contratação de alguns jogadores de topo (Aimar, Saviola), outros de retorno garantido (Ramires, Di Maria), bem como formação de jogadores portugueses (Coentrão, Oliveira); venda de jogadores por valores brutais para o cenário português. Só que... O passivo tornou-se um monstro (já será insustentável?); abandono de algumas modalidades marcantes (Ciclismo); clube como entreposto de jogadores, já que são muitos os jogadores que nem entram no estádio da Luz; vendas ruinosas ou negócios muito estranhos (a relação com o A. Madrid é o paradigma); comportamentos da direcção ou seus representantes não dignos (sistema de rega, provocações gratuitas mesmo que em resposta); incapacidade para apostar nos cavalos certos ou apresentar candidatos a lugares fundamentais do futebol português, o objectivo não será ter pessoas que nos beneficiem mas que não prejudiquem; escolha errada de treinadores, destaque para Quique; a aposta inquestionável em Jesus,sobretudo quando este acumula erros e ganha um ordenado brutal. E isto não são demasiadas coisas?

Parece evidente que isto foi um empate com sabor a derrota. Derrota pelo díficil que é ter dinheiro para ir ao estádio e depois assistir àquilo. Derrota por mais um mau ínicio de campeonato mas, sobretudo, derrota por ser um empate sintomático dos erros passados. O ano só agora começou mas a paciência acabou há muito. Teremos um novo caso Fernando Santos? Vai Vieira procurar um grande nome internacional ( outro italiano?) para ganhar as eleições, perdão, o campeonato?

sábado, agosto 18, 2012

Convocatória de 9 de Março de 1905 em papel da Farmácia Franco

 
O Diogo Gomes enviou-me [Ricardo do Ontem vi-te no Estádio da Luz] uma fotografia que me emocionou muito. É uma convocatória de um membro da Direcção para um jogador do clube. Não sei expressar a alegria de poder ter contactado com isto. É uma pérola, um pedaço de História do Benfica que se manteve, pelo menos no registo fotográfico, até aos dias de hoje e que quero compartilhar convosco. E diz o seguinte:

«Grupo Sport Lisboa

9-3-905 às 6h.t.

Caro amigo,

Domingo 12 do corrente match com Gilman Football Club no Campo da Charneca (Lumiar).

Deves estar antes das 10h.m. no Café Gelo - ponto de reunião com nossos jogadores.

Escusas de vir a Belém, pois tudo que estiver nosso quarto vae dentro de 1 mala grande para Lisbôa.

Não faltes! Sê pontual.

Traze calção branco e meia alta.

Lê Século ou Notícias de 10 ou 11 do corrente secção de Sport pelo nosso Captain.

(Emilio pede-te que não faltes, pois podes ter que entrar em match)»

A convocatória é feita num papel com os símbolos e nomes da Pharmacia e Drogaria Franco, Filhos - Conde do Restelo & Cª. À esquerda tem uma lista dos vários produtos do estabelecimento - "Especialidades Pharmaceuticas, privilégio exclusivo":

«- VINHO NUTRITIVO DE CARNE - autorizado pelo governo e aprovado pela Junta Consultiva de Saúde Pública de Portugal, e Inspectoria Geral de Hygiene da República dos Estados Unidos do Brazil. É muito digestivo, fortificante e reconstituinte. Um calix d´este vinho representa um bom bife.

- VINHO NUTRITIVO DE CARNE - com lacto phosphato de cal. Muito util no tratamento das escrofulas, rachitismo, nas doenças de peito e na physica pulmonar

- contra a tosse XAROPE PEITORAL JAMES. Unico legalmente autorisado pelo Conselho de Saude Publica, ensaiado e approvado nos hospitaes, e tambem approvado pela Inspectoria Geral da Hygiene da referida Republica

- contra a debilidade FARINHA PEITORAL FERRUGINOSA. Util no tratamento de todas as doenças nas affecções caracteristicas de fraqueza geral e inacção dos orgãos. Augmenta as forças dos individuos debilitados e excita o appetitde de um modo extraordinario.

- AGUAS MINERAES - nacionais e estrangeiras

- DROGAS - productos chimicos e pharmaceuticos; Instrumentos cirurgicos; sabonetes medicinaes; Tintas, vernizes; Perfumarias, etc., etc.»

No fim: «Remette-se promptamente pelo correio qualquer pedido em fracções de 3 Kilos»

sexta-feira, agosto 17, 2012

Pussy policy

As três mulheres que integram a banda punk russa Pussy Riot foram condenadas a dois anos de prisão, depois de terem sido consideradas culpadas de “hooliganismo" e “incitamento ao ódio religioso” pela juíza que preside ao tribunal Khamovnitcheski de Moscovo. 

Ao menos com esta história toda descobrimos a raiz de todos os males do mundo. Pelo menos do mundo russo. Menos mau...
E isto não é um dia triste para a democracia? Relax. There's no such thing in Russia.

quinta-feira, agosto 16, 2012

a mal ou a mal?

«O Reino Unido garante que irá cumprir a sua obrigação legal de extraditar Julian Assange, o fundador da WikiLeaks, que esta quinta-feira viu o seu pedido de asilo político ser aceite pelo Equador.» in Público

a minha fraca memória por vezes atraiçoa-me mas se bem me lembro das aulas de diplomacia e direito internacional a área de uma embaixada é terra desse mesmo país. caso a inglaterra queira mesmo cumprir os pedidos (ou ordens) dos eua só tem um caminho: a mal ou a mal! ou invade o "território" do equador e perde toda a razão em termos de direito internacional, ou não cumpre as suas obrigações para com os americanos.  em suma, fraca não é a minha memória mas a política que alguns governantes ousam fazer.

quarta-feira, agosto 15, 2012

O último episódio




do Toca e Foge - T4 Ep.17 :: Canal Q
Este é o último episódio do Toca e Foge. Uma retrospectiva de alguns dos melhores momentos do programa, com testemunhos dos principais protagonistas deste projecto: os artistas. Uma despedida em grande!

Profecia Maia?

Foi o próprio que marcou essa diferença: se há um ano estávamos a entrar na grande depressão, como mostrou a realidade que contradisse as previsões, este ano estamos a começar o percurso da retoma. Pedro Passos Coelho nunca usou a palavra, foi até bastante cauteloso, mas deixou clara a mensagem. “Estamos mais próximos de vencer a crise e voltar uma das páginas mais negras da história da nossa pátria.” Mais: “2013 será o ano da inversão na actividade económica.” Ou ainda: “2013 será o ano da estabilização económica e preparação da recuperação.

segunda-feira, agosto 13, 2012

quinta-feira, agosto 02, 2012