terça-feira, agosto 28, 2012

Editores e autores continuam amigos mas os negócios já são à parte

Autores e editores tiveram sempre relações próximas e, em alguns casos, tempestuosas. Cumplicidade, amizade ou uma certa cerimónia são fundamentais, mas o mercado está a mudar as relações.
 in Público

O mercado está a mudar estas relações ou serão os autores que estão diferentes e consequentemente altera-se a nossa percepção do meio editorial?  Ou será que os editores também já não são o que eram? Sinto que tudo muda... E, se calhar, a resposta derradeira está no facto da soma das partes ser sempre uma nova equação. Vivemos tempos de novas operações. De diferença. Uma diferença cada vez mais diferente.
Destaco algumas ideias importantes: «Rui Zink admite que "a amizade era importante no tempo em que um livro tinha importância. Agora, tal como no futebol, perdeu-se o amor à camisola. Ganhou-se talvez em "profissionalismo". Antigamente eram os autores que "traíam" os editores. Agora mudou.» Tudo muda. Mesmo.
Porque os tempos são outros e transformaram-nos apenas numa pequena peça da engrenagem editorial. Porque existe o marketing, a comunicação, os comercias, e outros interesses (obscuros ?) «Maria da Piedade Ferreira concorda: "Cada vez tende a ser mais [um assalariado]. Quando trabalhava na Quetzal, nós é que decidíamos o que queríamos publicar, não tínhamos de dar satisfações a ninguém, se não vendia o prejuízo era nosso. Agora, num grupo editorial, os condicionalismos são diferentes e a margem de manobra muito mais limitada."»
Amanhã será outro dia no mundo editorial. E tudo mudará um pouco mais. Again (assim mesmo em inglês, como se faz lá fora).





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