domingo, agosto 19, 2012

um empate com sabor a (outra) derrota

Empate a 2. Ou a mais? A memória não é curta e são demasiadas as falhas que se acumularam mas são ainda algumas as vantagens que encontramos na parceria Vieira & Jesus. E será que no fim dá mesmo empate?

A bola roda e parece que continuamos em 2010/11 ou 2011/12. Os erros repetem-se: faltam jogadores para certas posições (lateral esquerdo); não existem suplentes para outras (lateral direito e box to box); não há um modelo de jogo consolidado (4-1-3-2 ou 4-4-2 psicopata?); os testes de pré-época verdadeiramente não servem para nada (ver Carlos Martins e Enzo Perez); queimam-se talentos por manias do treinador (Melgarejo ou Urreta no passado); contratam-se por atacado (?) jogadores medianos por indicação técnica  (que seriam jogadores de topo no Felgueiras, Estrela da Amadora ou Belenenses); não há diálogo com os jogadores (ver caso Mora) nem com os críticos internos e externos, e o problema não é de português; há uma postura de arrogância que não se coaduna com a história do Benfica (risos na Alemanha e garantia que um jogador joga mesmo quando faz um mau jogo); nunca erra, só os jogadores é que falham; incapacidade para ler os adversários antes e durante os jogos (são demasiados casos). E vantagens de continuar o Jesus como treinador? Ocasionalmente, cria jogadores de top (Coentrão); conhece os meandros do futebol português; joga ao ataque. Isto chega?

Depois também temos de pesar as acções desta direcção. Confesso que aí me parece maior o equilibrio, porque em termos positivos temos: recuperação da marca Benfica, pagamento de algumas dívidas imediatas (Segurança Social e Fisco); construção de um novo estádio; criação do centro de estágios e de um plano para o futebol desde as escolinhas; recuperação do brilho de algumas modalidades amadoras ou semi-profissionais (Basquetebol, Atletismo); aposta no Futsal; linha de comunicação interna e externa (newsletter, site, Benfica TV, etc), apesar de neste caso podermos pôr em causa a isenção da mesma; contratação de alguns jogadores de topo (Aimar, Saviola), outros de retorno garantido (Ramires, Di Maria), bem como formação de jogadores portugueses (Coentrão, Oliveira); venda de jogadores por valores brutais para o cenário português. Só que... O passivo tornou-se um monstro (já será insustentável?); abandono de algumas modalidades marcantes (Ciclismo); clube como entreposto de jogadores, já que são muitos os jogadores que nem entram no estádio da Luz; vendas ruinosas ou negócios muito estranhos (a relação com o A. Madrid é o paradigma); comportamentos da direcção ou seus representantes não dignos (sistema de rega, provocações gratuitas mesmo que em resposta); incapacidade para apostar nos cavalos certos ou apresentar candidatos a lugares fundamentais do futebol português, o objectivo não será ter pessoas que nos beneficiem mas que não prejudiquem; escolha errada de treinadores, destaque para Quique; a aposta inquestionável em Jesus,sobretudo quando este acumula erros e ganha um ordenado brutal. E isto não são demasiadas coisas?

Parece evidente que isto foi um empate com sabor a derrota. Derrota pelo díficil que é ter dinheiro para ir ao estádio e depois assistir àquilo. Derrota por mais um mau ínicio de campeonato mas, sobretudo, derrota por ser um empate sintomático dos erros passados. O ano só agora começou mas a paciência acabou há muito. Teremos um novo caso Fernando Santos? Vai Vieira procurar um grande nome internacional ( outro italiano?) para ganhar as eleições, perdão, o campeonato?

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