quarta-feira, outubro 10, 2012

Relvas, o Wally da sujeira mundial



Quando no Brasil rebentou o escândalo do mensalão, muita gente de direita andou por cá a verberar a corrupção instalada no PT brasileiro. Como as reformas de Lula da Silva estavam a conduzir o Brasil a níveis de crescimento e de riqueza inatacáveis, a nossa direita usou a sujidade de José Dirceu como arma de ataque político à esquerda.

Os anos passam, o mundo é composto de mudança. Muitos dos que se indignaram com a corrupção brasileira agora andam calados. Alguns até estão no Governo. E quando vemos as ligações de Miguel Relvas - o empreendedor, o maçon, o empresário transnacional - a José Dirceu, sorrimos. Sobretudo porque no Brasil parece que os corruptos são presos, julgados e condenados. Doze anos, pena que em Portugal está reservada apenas a assassinos e violadores. O país do terceiro mundo dá lições de decência e ética. Por cá, os submarinos continuam a submergir e a emergir, Relvas ainda é ministro - e maçon, e empresário transnacional - e tudo está bem num país onde a impunidade dos políticos é regra. Recordemos as sábias palavras de Cândida Almeida, uma magistrada acima de qualquer suspeita: em Portugal não há corrupção, nem políticos corruptos. Assim vamos andando.

Sérgio Lavos in Arrastão

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