segunda-feira, outubro 29, 2012

Segunda

Pedem-me uma história feliz. Que pegue na gargalhada da criança,  nas tropelias do cachorro, nos esquecimentos do avô. Que faça zástrás com a um-dois-três da avó e use o dicionário do amor da mãe para fazer a história desta família. Pedem palavras que não existem no amor de quem vive apenas aos domingos. Hoje é segunda e não há família nesta casa vazia. É todo um palácio cheio de segundas. Como a família que veio em segunda-mão.

2 comentários:

Antígona disse...

que beleza de pequeno texto! :):) obrigada :)

JJT disse...

obrigado!