terça-feira, novembro 27, 2012

da justiça

somos bons homens. não digo que sejamos assim uns tolos, sem a robustez necessária, uma certa resistência para as dificuldades, nada disso, somos genuinamente bons homens e ainda conservamos uma ingénua vontade de como tal sermos vistos, honestos e trabalhadores. um povo assim, está a perceber. pousou a caneta. queria tornar inequívoca aquela ideia e precisava de se assegurar da minha atenção. não tenho muita vontade de falar, sabe senhor, estou um pouco nervoso, respondi. não se preocupe, continuou, a conversa é mais para o distrair e se ficar distraido sem reacção, também não lho levo a mal. é o que faz a liberdade, acrescentou.

a máquina de fazer espanhóis, valter hugo mãe

Prémio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa 2012

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