sábado, fevereiro 09, 2013

a maria ana

cabelos escuros, olhos claros, pele morena e um sorriso. um sorriso sem fim. maria ana podia ser uma menina dos anos setenta, gostar do rock e do roll, das roupas vistosas e coloridas, falar do estrangeiro como se fosse um amigo próximo. quem a conhecesse melhor diria que era uma menina no passado com muito futuro. esqueçam a maria ana telefonista ou a maria ana modista, maria ana seria uma produtora de eventos. era uma coisa nova.  desembaraçada, falava com todo o mundo e tinha sempre uma solução. respeitavam a sua opinião e elogiavam-lhe a calma e organização. maria ana trautearia sempre algo enquanto trabalhava. música, ela seria a nota desconhecida na pauta nova. música, a toda hora, sempre no tempo. maria ana deixaria mil homens loucos de paixão. seriam daqueles amores intensos, cheios de flores, poemas de rima fácil, cartas do ultramar e promessas de casamento na nova igreja lá da terra. maria ana, uma bela menina que não existe. dirão que é pena, que é uma triste provocação do destino e do acaso, talvez, mas eu tenho uma bem melhor. obrigado, Mariana. parabéns!

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