sábado, março 23, 2013

da minha infância

guardo a sombra daquelas árvores num recanto do meu passado escrito a lápis. a bola já não rola ao som dos risos das crianças, os velhos não desfiam mais histórias do antes de antes do ontem. não há passado nesta terra despida, já não há boulevard nesta versalhes de portugal. cortaram as árvores da minha infância e tenho culpa. devia ter escrito o meu passado a caneta de tinta permanente.

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