segunda-feira, junho 10, 2013

14

são 14 corpos órfãos de sorte. são estas ruas que me levam a casa plenas de velhos perdidos, de alcoólicos abandonados e panos velhos. é uma cidade negra que me acorda à noite, noite após noite. é a outra lisboa. é a cidade que me cala a voz, me seca os risos e me prova que as luzes da festa são apenas um delírio colectivo que não faz sentido algum. gosto da minha cidade, gosto muito, mas quero uma outra lisboa. hoje, a pobreza entrou em casa e deita-se a meu lado.

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