segunda-feira, junho 03, 2013

A vida no parque nunca foi tão perfeita

«Há uma regra de ouro nos festivais: quando se aproxima a hora do concerto que queremos mesmo ver – e não mais um daqueles “deixa ver estes tipos, pode ser que toquem aquela” – é preciso deixar de beber cerveja e procurar uma casa de banho. Na altura certa, nada nos pode desviar as atenções. Nem nada nem ninguém. Muito menos os amigos que dizem, “estamos cá atrás do lado esquerdo. Elas não são muito altas, não vêem bem”. Pois, entendo, mas esse problema não é meu. O meu problema é que estou há dez anos à espera disto. Melhor, estou à espera desde sempre. Nunca vi os Blur como a graça da pop os concebeu (com Graham Coxon na guitarra, coisa que não aconteceu no Coliseu dos Recreios em 2003) e esta oportunidade, a 1 de Junho, no Primavera Sound 2013, Parque da Cidade, Porto, pode muito bem ser a última. Por isso não me incomodem. Se isso acontecer, não vai ser bom para ninguém. E não levem nada disto a mal, que estar nervoso antes de um concerto é bom sinal.»

Tiago Pereira 

[o artigo continua em Carrossel, um projecto novo que é bom para cacete]

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