sexta-feira, setembro 20, 2013

cannon fodder

o nosso presente é resultado de tantos passados, de tantas influências, de tantos preconceitos. somos história, cultura, política, economia, sociedade, afectos, razão, somos tudo isto. e somos mais, somos carne de canhão. somos um teste-feito-à-medida-dos-senhores-engenheiros-que-acham-que-sabem-tudo do futuro. gostaria - será que gostaria mesmo? -, que a nossa experiência de vida fosse apenas sobre o nosso próprio futuro. gostaria de pensar apenas e só na minha vida, nos meus receios, nas minhas inseguranças, nas surpresas que o trabalho me traz, no prazer que o amor me dá. gostaria. e, contudo, está difícil. vivemos tempos de pouca-vergonha, de nenhuma-vergonha, de o-que-é-isso-da-vergonha? no momento em que portugal e a europa mais precisam de referências, encontramos o maior vazio das suas histórias. é triste e perigoso mas a política atingiu mínimos olímpicos e só me apetece mandá-los fodder. 

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