sábado, novembro 15, 2014

na sua cabeça

a campainha tocava alternadamente ao telefone. eram assim as rotinas dela. procurava-o apanhar em falso. ouvir um suspiro no entretanto. mas ele era forte. era mesmo capaz de passar horas assim escondido de si, bem encolhido no sofá da sala comprado uns meses antes. creio mesmo que ele nem respirava. ausentava-se assim de tudo e de todos. ela nunca percebera o porquê. ainda bem, pensava ele, era o último recanto do mundo que lhe restava. a lógica da sua cabeça.

Sem comentários: