sexta-feira, novembro 14, 2014

XIV

a culpa não pode ser minha, não pode. não fui eu que perdi o meu pai, não fui eu que estraguei a relação, não fui eu que pedi para nascer. não te quero ouvir mais, mãe. deixa-me, deixa-me, como o meu pai te deixou naquela manhã de primavera tardia. não te vou ouvir mais, não te quero ver mais. adeus.

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