sábado, novembro 15, 2014

XV

um quatro e um cinco que desta vez não são os felizes nove. são quarenta e cinco anos. um bolo de alfarroba, duas velas e três colegas do trabalho que não tinham nada combinado. mais um ano que passa, devagar, devagarinho, como se tivesse sempre algo planeado para o meu amanhã. quarenta e cinco anos e recebo o silêncio e a ausência como presentes embrulhados num "tenho muito trabalho, é só isso", quarenta e cinco anos e sou velha. onde ficaste tu, maria?

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