domingo, janeiro 25, 2015

portugal não é a grécia

hoje como no passado. não somos os gregos que passaram dificuldades nos últimos dois, três, quatro, cinco anos. já ninguém se lembra dos gregos que morrem à fome nas ruas porque temos mil e outros problemas "estrangeiros" que nos entram pela casa adentro mas só até à casa dos segredos. não somos os gregos porque votamos sempre nos mesmos, naqueles que um dia são contra a compra de dívida, noutro já não se lembram de nada, naqueles que não acham que haja falta de médicos e depois contratam às dezenas. não somos a grécia. não somos o syriza! não somos mas deviamos ter o nosso syriza. a festa que o bloco faz é rídicula, a apropriação que o pcp faz idem, até o ps se junta à festa. não temos syriza porque ninguém quer dizer o que não se deve dizer. é preciso provocar, exigir, mudar. levamos demasiados anos de um liberalismo bacoco, de uma farsa para alemão ver. falamos em controlo da dívida, em produtividade, em mil-e-um-chavões e nada muda. é preciso mudar, mesmo que mude pouco. é preciso melhorar, e muito. o syriza ganhou e a extrema-esquerda assusta a europa mais do que nunca. quem diria que um pequeno partido, de um pequeno país pudesse assustar tanto? contudo, esta vitória traz em si uma enorme responsabilidade, a de ser uma real alternativa, a de não falhar, é que a extrema direita está já ali ao virar da esquina. portugal não é a grécia, então quando será?

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